Especificação tamanho dos grupos da amostra com base em prioridades

Estudo de caso da COVID-19

Neste domingo (31/01/2021) em uma entrevista concedida para a CNN o médico epidemiologista, Alexandre Kalache, comentou sobre a polêmica gerada pela suspensão da vacinação do coronavírus na Alemanha para idosos.

Segundo Kalache o posicionamento da Alemanha tem fundamento. O problema é que a falta de dados dos efeitos causados para esta faixa etária não é suficiente.

Você pode estar pensando, mas o tamanho da amostra não foi estatisticamente significativo? A resposta do ponto de vista da Estatística é SIM, todos os grupos (faixas etárias) representam a “proporção” da população. Porém, como costumo dizer, é preciso que as análises estatísticas ponderem os cenários reais (sociais/negócios/biológicos).

Kalache comenta que a maior parcela das amostras utilizadas para o desenvolvimento das vacinas da COVID-19 é formada por pessoas mais jovens (que representa a maioria da população mundial). Com tudo o grupo que mais é afetado pelo coronavírus são idosos e pessoas com comorbidade. Assim, o ideal seria que as amostras dessem maior peso para os grupos que são mais afetados pelo coronavírus. Inclusive estes são os grupos prioritários que estão recebendo as vacinas, mas são os menos representativos nas amostras.

Apesar de usar a COVID-19 como objeto de estudo, meu foco não é sobre a pandemia. Mas, mostrar para os meus amigos leitores que trabalham com estatística e inteligência de negócios que não podemos pensar apenas na parte técnica. Primeiro, pense no problema real que você precisa resolver, depois analise as ferramentas disponíveis e como fará para chegar no resultado em questão. Com isso, será mais fácil ponderar a parte técnica com as prioridades de negócios/sociais.

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